PROTEÇÃO SOLAR: O QUE É FPS, HISTÓRIA E NOVOS CONCEITOS

Todo ano, aproximadamente um milhão de pessoas são diagnosticadas com câncer de pele e em torno de 10 mil morrem de melanoma maligno. A maioria dos cânceres de pele ocorre em áreas do corpo que estão mais frequentemente expostas ao sol, como rosto, pescoço, cabeça e dorso das mãos. Os efeitos negativos do sol são causados principalmente pela radiação ultravioleta (UV), que pode ser dividida em UVA, UVB e UVC:

– A radiação UVC é filtrada pela atmosfera antes de atingir a terra;

– A radiação UVB não é completamente filtrada pela camada de ozônio e é responsável pelas queimaduras na pele;

– A radiação UVA atinge camadas mais profundas da epiderme e derme, provocando o envelhecimento precoce da pele.

O uso regular de protetor solar pode reduzir a chance de efeitos negativos da radiação UV e sua eficácia é expressa através do seu Fator de Proteção Solar (FPS).

 

 

Um pouco de história

– O primeiro protetor solar foi disponibilizado no mercado em 1928, contendo salicilato de benzila e cinamato benzílico.

– Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados utilizavam petrolato veterinário vermelho como protetor solar.

– O primeiro filtro solar UVA, a benzofenona, foi introduzido em 1962.

– Em 1978, o FDA publicou as primeiras orientações sobre proteção solar e adaptou o FPS como um método para avaliar os protetores solares.

– Os filtros inorgânicos micronizados ficaram disponíveis em 1989 (dióxido de titânio) e 1992 (óxido de zinco).

 

 

O que é o FPS

O Fator de Proteção Solar (FPS) é a energia de radiação UV necessária para produzir uma dose mínima de eritema (vermelhidão) na pele protegida, dividida pela energia necessária para produzir uma dose mínima de eritema na pele não protegida. A dose mínima de eritema é definida como o menor intervalo de tempo ou dose de radiação UV para produzir uma vermelhidão mínima perceptível na pele. Quanto maior o FPS mais efetivo é o produto em prevenir queimaduras de sol.

 

erlenmeyer com líquido laranja

 

Novos conceitos em fotoproteção

– Sempre se pensou que a melanina protegia a pele contra o dano ao DNA induzido pela radiação UV, mas descobertas recentes mostram que a melanina, quando exposta à radiação UVA, pode se tornar carcinogênica.

– A combinação tópica de protetores solares com antioxidantes e fotoliases (enzimas que reparam danos no DNA) reduz os malefícios da radiação UV na pele em comparação ao uso de apenas protetores solares.

– Historicamente, o foco da fotoproteção tem sido o efeito da radiação UV, mas recentemente se descobriu que o espectro visível também pode induzir à pigmentação da pele e seu mecanismo ainda está sendo investigado. Esse achado é relevante porque o espectro visível compreende 39% da luz do sol que chega na terra e os filtros orgânicos disponíveis não são suficientes para proteger a pele da luz visível.

– A radiação UVB é responsável pela conversão do 7-Dehidrocolesterol epidermal em vitamina D3 ativa. Estudos recentes demonstraram que doses orais de vitamina D3 podem atenuar a resposta de queimadura da pele.

– Estudos têm observado o potencial de agentes orais e subcutâneos na proteção solar, inclusive contra luz visível. Os principais agentes investigados tem sido extrato de Polypodium leucotomos, Nicotinamida e Afamelanotídeo.

 

 

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Fontes:

Lim, H. W.; Draelos, Z. D. Clinical Guide to Sunscreens and Photoprotection. Informa Healthcare USA. 2008.

Dutra, E. A. et al. Determination of sub protection factor (SPF) of sunscreens by ultraviolet spectrophotometry. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 40, n. 3, 2004.

Yeager, D.G.; Lim, H.W. What’s new in photoprotection. Dermatologic Clinics, v. 19, n. 1, 2019.

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