COSMÉTICOS FALSIFICADOS: RISCOS E COMO IDENTIFICAR

O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial no consumo de cosméticos e, a cada ano, se aproxima dos líderes mundiais, Estados Unidos e Japão. Trata-se se um mercado crescente, favorecido por aspectos como a cultura da beleza, o envelhecimento da população e o aumento do poder de compra da classe C.

Impulsionado pelo sucesso de diversas marcas de cosméticos no mundo todo, surgiu o mercado de falsificação. Os produtos falsificados são vendidos por preços muito inferiores aos originais, com a promessa de resultados e efeitos semelhantes.

 

 

Cosméticos falsificados são perigosos?

Sim. Os cosméticos falsificados são produzidos de forma clandestina, o que significa que eles não seguem as regras de segurança e não passam por nenhum tipo de certificação. Dessa forma, além de não sabermos as condições de produção, não temos como garantir se a composição que está descrita no rótulo corresponde aos ingredientes realmente utilizados na fabricação do produto.

Os cosméticos falsificados podem conter matérias-primas perigosas e com um custo muito inferior às utilizadas no produto original. O produto ainda pode conter contaminantes e metais pesados, que podem levar a sérios problemas de saúde.

 

Produtos falsos e similares são a mesma coisa?

Não. Veja o seguinte exemplo:

A Foreo é uma marca de escovas de limpeza facial muito adorada pelas mulheres que as usam, contudo, seus produtos possuem um preço elevado. Além das escovas da Foreo, existem duas opções no mercado:

– Escovas de limpeza facial mais baratas, com propostas semelhantes e disponíveis em outras marcas de produtos de beleza.

– Escovas de limpeza facial que levam o nome da Foreo, mesmo que não pertençam à marca.

 

A primeira opção é produzida por uma empresa séria e não apresenta riscos adicionais ao consumidor. Já a segunda, é produzida sem seguir as regras de segurança e não possui garantias de segurança e eficácia.

 

 

Como identificar e evitar cosméticos falsificados?

  • Observe a embalagem com atenção. Ainda que a embalagem e o rótulo dos produtos falsificados sejam muito parecidos com a versão original, observe os pequenos detalhes. Aspectos como cor, qualidade da impressão e até algumas informações básicas podem variar em relação ao produto original e entregar a falsificação;
  • Cheque informações básicas, como lote, número do processo na Anvisa, dados da indústria que fabricou o produto, selos de garantia e SAC;
  • Observe as características do produto, como cor, odor e consistência;
  • Observe a qualidade da embalagem e/ou acessórios que acompanham o produto. Mesmo que a embalagem seja muito parecida com a original, aplicadores e acessórios que acompanham o produto podem entregar a falta de qualidade de uma versão falsificada;
  • Compre seus produtos diretamente na loja oficial da marca ou em lojas autorizadas e com reputação conhecida, como farmácias, lojas físicas de cosméticos e lojas online bem avaliadas;
  • Não aceite produtos com o lacre rompido ou com alguma informação faltando no rótulo. Caso só note depois de chegar em casa, entre em contato com a empresa;
  • Desconfie de preços muito baixos. Se ficar na dúvida, informe-se com o(a) atendente sobre a razão do valor baixo para aquele produto. Existe a possibilidade de estar acontecendo uma promoção, finalização de um estoque e até uma troca de fórmula, mas valores muito baixos podem ser um sinal vermelho.

 

E aproveitando o assunto do post, fica uma dica de série documental: Desserviço ao Consumidor, do Netflix. A série traz, em um dos seus episódios, relatos e informações sobre a comercialização de cosméticos falsificados.

 

Fontes: Sebrae, Anvisa, Panorama Farmacêutico

 

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Botica Beauté

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